Senti-me estagnado em Lahore. Nada a ver com o fato de gostar ou não do lugar, mas o fato é que sentir-me "preso", onde quer que seja, não me agrada.
Ainda havia importantes "compromissos turísticos", quero dizer, visitas a esses lugares que como turista você tem a obrigação de ir. Porém já estava lá a tempo o bastante e o lugar emanava uma energia preguiçosa sobre mim. Agarrei então a primeira oportunidade de ir a Islamabad.
No dia seguinte ao que o conheci, Josh e eu partimos por volta de 3 da tarde. Coincidentemente a maioria do povo que se hospedava no albergue também resolveu tomar o mesmo destino. Apenas nós entretanto resolvemos ir de trem enquanto todos os outros tomariam um ônibus. Minhas experiências prévias no Paquistão faziam-me optar pelo trem.
Passamos a primeira noite de Islamabad num hotel e no dia seguinte nos dirigimos para um camping. Um casal de franceses que viajavam de trailer me emprestaram a barraca que mais tarde viria a comprar. Encontramos praticamente a mesma turma de do Regale Internet Inn (o albergue em Lahore) acampados no Tourist Camp. O lugar ficava a beira de uma rodovia, o que o tornava um tanto barulhento, porém muitas vezes o cântico dos pássaros sobrepujava o barulho do tráfego. Um parque (Jasmine and Rose Garden) com extensos jardins de rosas e algumas árvores altas margeavam o camping ao sul. Logo à entrada uma casa de chá a céu aberto onde uma das árvores soltava pequeninas flores imitando com precisão o som de uma chuva fina e onde íamos com frequência escrever ou simplesmente exercitar o "doce fazer nada".
sexta-feira, 10 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
Going to meet the Gods Mountains
Pakistan has some of the highest mountains on earth. And people keep talking to me about endless valleys in the spring time where the wind lifts huge groups of butterflies to the sky. So I should surrender myself to beauty and rest in her lap. No news for a while. I am going to meet the Gods Mountains.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
Lahore (photos)
No dia que cheguei a Lahore apareceu um encantador de serpentes no hotel com um monte de cestinhas. Saquei daí que poderia esperar qualquer coisa pela frente. (Esse aí parecido comigo sou eu mesmo)
...e então ao sair a rua vi bandos de falcões sobrevoando a cidade. Por todo lado.
O esporte e paixão nacional é o Cricket. Nenhum paquistanense atacaria um time de outro país que viesse jogar aqui, isso só afastaria as chances de que outros times viessem. O terrorismo é um problema grave que o povo enfrenta, não uma matéria ensinada nas escolas como a mídia faz parecer.Chegando ao Paquistão (photos)
Atravessei a fronteira entre Zahedan (Irã) e Taftan (Paquistão) no dia 15 de março. Meu visto iraniano expiraria nesse mesmo dia. Os portões estavam completamente "arreganhados" e se não me preocupasse em tomar uma providência, entraria no país sem nem mesmo estampar meu passaporte.
O choque não poderia ser maior. Como países vizinhos podem ser tão diferentes? A ordem neurótica de um lado e o caos absolutamente generalizado do outro.
Taftan não chega a ser uma vila. Trata-se apenas de uma praça ao redor da qual há algum comércio e onde os ônibus aguardam as pessoas que passam pela fronteira.
Não há o que fazer por lá e por isso mesmo tomei o primeiro ônibus que partia a Quetta.
Cheguei a Quetta no fim da madrugada e o pessoal da garagem generosamente me permitiu que dormisse no ônibus até que o dia amanhecesse.
Dormi demais, o trem para Karachi já partiu. As opções eram esperar um dia mais ou ir a outro canto. Lahore...resolvo.
24 horas de trem (De Quetta a Lahore)




O choque não poderia ser maior. Como países vizinhos podem ser tão diferentes? A ordem neurótica de um lado e o caos absolutamente generalizado do outro.
Taftan não chega a ser uma vila. Trata-se apenas de uma praça ao redor da qual há algum comércio e onde os ônibus aguardam as pessoas que passam pela fronteira.
Não há o que fazer por lá e por isso mesmo tomei o primeiro ônibus que partia a Quetta.
Cheguei a Quetta no fim da madrugada e o pessoal da garagem generosamente me permitiu que dormisse no ônibus até que o dia amanhecesse.
Dormi demais, o trem para Karachi já partiu. As opções eram esperar um dia mais ou ir a outro canto. Lahore...resolvo.
24 horas de trem (De Quetta a Lahore)




domingo, 1 de março de 2009
Kashan - Irã (photos)
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